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sexta-feira, fevereiro 25, 2005

A NÃO-TORMENTA

para dois ou três amigos

"E novamente vejo o mar parado.
As ondas se deitaram. O próprio vento,
Que outrora me ofertava movimento,
Parece que dormiu de tão cansado.

Ao norte nada, e em seu oposto lado
Lembranças, que sussurram num alento,
No oeste um sol se põe, já sonolento,
Do leste surge um céu revigorado:

É noite grande. Cada estrela é um marco
De quem pôs resistência em naufragar.
E então, com cada braço faço um arco.

Sem ver para onde vou, passo a remar.
Nao sei quanto de mim constrói o barco,
Nem sei quanto de mim preenche o mar"

Henrique Rodrigues
Buenos Aires, 25/02/2005.

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