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segunda-feira, junho 24, 2002

Não dá para comemorar

"Nós demos instruções, depois da segunda parada nos boxes, para que as posições fossem mantidas. Jogo de equipe faz parte da estratégia da Ferrari e hoje [ontem] a nossa tática foi deixar Barrichello ganhar."
Jean Todt (diretor esportivo da Ferrari)


Nem o tema da vitória, nem o banho de champanhe, muito menos o Hino Nacional. Nada me emocionou ontem no GP da Europa. Pudera. Saber que estava assistindo à vitória da equipe Ferrari em vez da do brasileiro Rubens Barrichello no autódromo de Nurburgring, na Alemanha, não foi nada confortável. Inevitável lembrar das brigas entre Prost e Senna na McLaren. Disputas que fizeram o francês assinar um contrato de exclusividade com a Williams, que se dispunha a não contratar o brasileiro enquanto o Professor lá estivesse. Atitude anti-esportiva contra o audacioso piloto que ousou querer ganhar o grande prêmio de Mônaco de 1984, com uma Lotus pretinha. Aquela corrida memorável, debaixo de chuva, que o diretor de prova foi obrigado a encerrar para o piloto estreante não ameaçar a vitória de Prost.
Dirão os entendidos que a Fórmula-1 sempre foi assim, que Senna ganhava porque seu carro era imbatível, não tinha concorrentes à altura. Mentira! Assim como hoje temos o Schumacher, que começou a brilhar numa equipe à época fora do páreo, a Bennetton, tivemos o Senna. Pilotos que mostraram ao que vieram logo no início de suas carreiras. E que mereciam estar nas melhores equipes. Os melhores carros em boas mãos. Títulos certos.

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