Lameblogadas

sexta-feira, junho 03, 2005

Poema

regresso à dor
como a manhã revolve
sombra por sombra
em busca do passado noturno,
de tudo saudosa,

porque desde sempre
não resplandecem ao ocaso
a gota de ouro, o trino doce de aves,
a manhã não se demora,
em fundo desejo, brilha a noite!

recua o sol, assim procedo,
retorno à dor, inspiro o ar escuro
desprendido da melancolia:
eis o poema.

Do amigo Felipe K, Fipo

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