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terça-feira, fevereiro 21, 2006



DOS MEGASHOWS

Rolling Stones - EU FUI

No distante 1995, eu fui ao Maracanã com um namorado e seis ou sete amigos homens - dele, para assistir a uma das apresentações de Mick Jagger e cia. Já tinha ido ao Rock in Rio II e outros Hollywood Rock na praça da Apoteose. Mas o Voodo Lounge foi o melhor show que já vi na vida. Daquela tarde de quinta-feira (eu ainda podia ir a um show durante a semana), eu me lembro de dois momentos especiais: quando eles cantaram Angie e eu chorei e quando Satisfaction me fez pular, pela primeira vez, sem controlar meus movimentos. Subia e descia acompanhando a massa, às vezes tinha a sensação de que o chão me fugia - é a mesma sensação do caldo no mar, você perde o controle e acha que não voltará a se mexer por conta própria. Ah, e nem no Rock in Rio eu vira efeitos especiais tão grandiosos.

Pela experiência de ter visto as Pedras Rolantes com conforto, em meio à multidão, não tive vontade de me aboletar na Praia de Copacabana para ver o show... pelo telão. O absurdo da área VIP (nada contra os famosos ou privilegiados que ganham o direito de serem mais felizes que os simples mortais) me revoltou. O que me deixa indignada é o direito que uma operadora de celular tem de fazer propaganda às custas do povão e da prefeitura.



Já no domingo o U2 começou a ganhar espaço no noticiário. No Fantástico (sim, eu estava em casa nessa hora, em vez de estar conferindo o último Woody Alen), Bono Vox deu uma espetada nos Stones sem que o tradutor simultâneo captasse ou quisesse revelar aos telespectadores. Disse que ainda não estava precisando fazer shows de graça. A julgar pela sua postura politicamente correta (e chata pra cacete!), ele deveria se preocupar em vir para um país de Terceiro Mundo e dar oportunidade aos pobres de ouvi-lo também.

No show, ele disse à platéia: agora é a nossa vez. Ora bolas, pela TV deu para sentir (e até meu pai comentou isso comigo) que a banda irlandesa estava muito mais empolgante que a inglesa no dia anterior. Mas aí tem duas coisas: o que a Globo mostrava na apresentação dos Stones era uma platéia VIP mais preocupada em aparecer e registrar tudo nos celulares que tiram fotos que pular com alegria ao som de Keith Richards, Charlie Watts, Ron Wood e Mick Jagger. De qualquer forma, o U2 pareceu mais empolgante, melhor mesmo. E preciso confessar: apesar de reconhecer a importância dos Stones para o rock, o U2 tem muito mais a ver comigo, com a minha história. Não vi os clássicos dos ingleses nascerem, os dos irlandeses, sim.

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Ah, já achei o Bono Vox lindo, mas preferia o Axl Rose. Coisas de adolescente. Só que ontem descobri porque o irlandês usa aqueles óculos bregas: ele é VESGO! Aquele chapéu de cowboy também estava feio. Muito feio. Katilce (!!!!) Miranda, a fã de Volta Redonda que subiu ao palco ontem, se esbaldou em carinhos no vocalista suado. Que nojo!!!


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Minha mãe não disse nada, mas tenho certeza que pensou: quem diria ela me veria um dia em casa assistindo a um grande show pela TV, ao lado do namorado. Como eu disse ao tentar convencê-la a me deixar ir no Rock in Rio: "mãe, um dia isso tudo passa. mas agora é minha hora. se não for, eu MORRO." Ela não deixou nada, mas eu fui assim mesmo.

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