Lameblogadas

sexta-feira, julho 19, 2002


Nostalgia dos tempos da orgia coletivo-literária

Esse é o editorial do Caroço 4, publicação perdida no porta-malas de um certo caroço-móvel.

"Todas as vezes absorvemos o que o céu nos joga na cara, sem saber que tudo na vida já está escrito. Ingenuamente, pensamos que nuvens são gotículas de realidade evidente. Realidade? Diabo-tridente! Falando de real, desintegram-se os pedaços de ilusão perdida, da dor contida, do sonho possível. O céu continua ecoando nos vales do inconsciente revolto, da maré tenebrosa em que se perde a carteira. Mas que felicidade! Ergue-te, ó Língua! Diz a que veio com teu discurso, solta tuas blasfêmias em cada canto. Escolhe palavreados saltitantes, óbvios e infantilmente perversos, de maneira que se fira a ingenuidade que já se perdeu. Se ainda assim olhares em torno do umbigo flácido, que orbita a esfera do Caroço, e não enxergares a nossa essência, então verás que és muito pequeno para percebê-la."
Nota: esse texto foi produzido a nove mãos, cada uma tendo escrito três palavras. Sim, há mais de 27 palavras acima, o que significa que todo mundo escreveu várias vezes.

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