Lameblogadas

domingo, agosto 18, 2002



Tudo bem, o Brasil deixou escapar o título da Liga para a Rússia. Mas é sempre um assombro ver aquela seleção de vôlei jogando. Carácolis, tchê! E o Giovani, hein? Meu Deus, o homem é puro músculo, mas gostei não. O atual galã é o Giba. Giba neles!, gritava Galvão. Errado, meu caro. Devia ser "Giba nelas!". Cruz, que baixaria. O Gustavo errou tantos saques... não tem importância, com aquela carinha linda de bravo ele pode tudo. Rodrigão em quadra. Gente, ele é a cara de um editor lá do Esporte do Globo. Sei o nome não. Vou perguntar pro Ricardo ou pro Lúcio Saudade de Pedro Motta Gueiros quando ele voltar do Mineirinho. O Nalbert é o mesmo, com alguns fios de cabelo a menos. O que mais? O árbitro, como de costume, era um japa. Ah, agora tem um jogador com uma cor de camisa diferente dos demais. O vôlei mudou: antes o saque não podia tocar na rede, só pontuava quem tinha a vantagem de ter sacado, somente no tie-break os pontos eram lá e cá, o jogo durava mais tempo.
Só quem, para mim, continuam os mesmos (e tudo de bom nessa vida): Renan e Maurício. O levantador da seleção é a mesma gracinha dos tempos em que ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1992. Pena não ter enfiado (ui!) hoje nenhuma bola de segunda, sua jogada mais ousada (ai!) e penetrante (ich!). O Renan, esse continua lindo desde o remoto ano de 1984, quando a seleção que tinha Bernard, Bernardinho (o atual técnico e marido da Fernanda Venturini) e William ganhou a medalha de prata em Los Angeles, perdendo para os EUA.
Agora uma confissão: logo depois de terem se sagrado campeões em 1992 (ei, você aí já leu essa frase antes, não?), os jogadores disputaram uma partida no Maracanãzinho. Lá fui eu e uns amigos gritando "ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, em cima, embaixo e puxa e vai, ai, ai, ai, ai" (a música também continua a mesma). O Brasil ganhou, não me lembro de quem (e precisa?). Basta lembrar do saque mortal do Marcelo Negrão, das broncas do capitão Carlão, da imitação do jornada nas estrelas do Tande, dos flashes pipocando quando Giovani ia para o saque e do olhar caidinho do levantador (de ânimo!) Maurício. Quando terminou o jogo, saí correndo da quadra e me postei no lugar de saída do ônibus da seleção.
Levei para casa um sorriso e um adeus do Maurício pela janela (suspiros).

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